Posts de Maio 21st, 2008

Precisa-se de um Pai de Santo

Maio 21, 2008

Desde o ano da graça de 2007, a seguinte, incrível e paradoxal maldição tem se abatido sobre os ídolos do Rubro-Negro: aquele que brilha no Baianinho e cai nas graças da torcida, apaga-se completamente no Brasileirão. O vice-versa também é verdadeiro.

No certame estadual do ano passado, por exemplo, Antônio Rogério fez misérias. Além de marcar 26 tentos, tornando-se o maior artilheiro do Vitória na competição, ainda bateu outro recorde: foi o único a enfiar quatro de uma só vez no timeco de Itinga, naquela antológica partida já narrada ALI por este rouco locutor. Nesta mesma época, enquanto Índio brilhava, a massa rubro-negra tinha vontade de jogar Joãozinho no cova dos leões.

Pois muito bem. Assim que se iniciou a Segundona, o antigo artilheiro deu caruara. Dizem que se envolveu com umas parentes e brigou com a mulher. Não sei. Isto aqui não é revista de fofoca pra fazer especulações desta má natureza. Só trabalhamos com dados científicos. E, baseado nas recomendações da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, garanto: a maior briga que Índio teve foi com a bola, sendo abandonado pelo bom futebol.

A partir de então, quem é que se torna o queridinho da galera? Sim, ele mesmo, o renegado de ontem, Joãozinho. O filho do atacante cruzeirense balançou a rede 18 vezes e se tornou uma das peça-chaves na subida para a Primeirona. É vero que depois ocorreu aquela lambança mexicana, mas isto aí é outra história, que também já contei ACOLÁ.

O fato é que esta maldita história quer se repetir agora como farsa. Estamos apenas na segunda rodada do Campeonato, e os papéis de vilão e herói já estão se invertendo novamente. Uma parte da torcida, que endeusava Rodrigão, pede a sua saída do time. Enquanto isso, o até então amaldiçoado Anderson Martins, é apontado por alguns como a salvação de nossa lavoura. Nem tanto, nem tão pouco. A mim basta que o marido de Hortência volte a balançar as redes e zagueiro continue jogando o feijão-com-arroz e não entregue a rapadura. Só isso. Não podemos permitir que a incrível e macabra coincidência de 2007 vire rotina.

Encerrando esta prosa ruim, relembro que o filósofo Neném Prancha sentenciou certa feita que “Se macumba ganhasse jogo, o campeonato baiano terminava empatado”. Pelo sim, pelo não, acho que, neste grave momento, é hora de Rodrigão (e Ramon também) apelar às forças ocultas. Eles devem contratar urgentemente um Pai de Santo para espantar esta maldição que os impede de brilhar no campeonato Nacional só porque foram craques no certame estadual.

Sai pra lá inhaca!